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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

PROJETO BUSCA ATRIBUIR VALOR AOS SERVIÇOS AMBIENTAIS GERADOS PELO SISTEMA AGROSSILVOPASTORIL NO SEMIÁRIDO.

Projeto busca atribuir valor aos serviços ambientais gerados pelo sistema agrossilvipastoril no semiárido
Por Editor em 01/02/2010 

Projeto busca atribuir valor aos serviços ambientais gerados pelo sistema agrossilvipastoril no semiárido:
Créditos: EmbrapaQuanto valem os serviços ambientais produzidos pelo Sistema Agrossilvipastoril no semiárido? A fim de encontrar a resposta, a equipe da pesquisadora da Embrapa Caprinos e Ovinos, Mônica Matoso Campanha, inicia, a partir de abril em 2010, o projeto de pesquisa Avaliação e Valoração de serviços ambientais gerados por um Sistema Agrossilvipastoril na Caatinga.



Os serviços ambientais são aqueles fornecidos pelos ecossistemas para o benefício do homem, como a regulação de gases (produção de oxigênio e sequestro de carbono), belezas cênicas, conservação da biodiversidade, proteção de solos e regulação das funções hídricas.

A pesquisa dará continuidade a um projeto que já está em andamento e que avalia alguns dos serviços ambientais produzidos pelo Sistema Agroflorestal (SAF), comparando-o com o sistema de produção tradicional. Neste estudo estão sendo analisadas a ciclagem de nutrientes no sistema; a produção de alimentos; a biodiversidade da flora e a erosão do solo.

O novo estudo irá buscar um mecanismo de atribuir valor aos serviços ambientais produzidos pelo Sistema Agrossilvipastoril no semiárido e definir formas de beneficiar economicamente os produtores que o adotam. Outros serviços ambientais serão abordados: a conservação do solo, conservação da água no solo e aspectos do bem-estar animal.

De acordo com a pesquisadora, o Sistema Agrossilvipastoril, a despeito de todos os benefícios que oferece, não tem sido amplamente adotado. Uma das causas disso pode ser o custo maior que o do sistema tradicional. "A nossa intenção é estudar uma forma de valorar os serviços desse sistema para assim oferecer benefícios financeiros a quem aderir a ele", explica Mônica.

Em novembro de 2009, a pesquisadora esteve na Costa Rica para conhecer um modelo desenvolvido naquele país, onde uma pesquisa desenvolvida em parceria com o governo criou um mecanismo de financiamento para remunerar os proprietários rurais que adotavam técnicas sustentáveis de manejo da produção pecuária, culminando com o fornecimento de serviços ambientais importantes como a conservação da biodiversidade e o sequestro de carbono.

No Brasil também existem experiências semelhantes, como o Programa Bolsa Floresta, um programa do Governo do Amazonas para reconhecer, valorizar e compensar as populações tradicionais e indígenas do Estado pelo seu papel na conservação das florestas, rios, lagos e igarapés. O dinheiro para o pagamento dos benefícios vem dos juros dos recursos existentes no Fundo Estadual de Mudanças Clímaticas e é repassado para quem ajudar a não desmatar, uma vez que a floresta em pé gera serviços ambientais.

Os resultados deste trabalho de pesquisa poderão subsidiar a criação de políticas públicas que incentivem financeiramente o produtor que adotar o Sistema Agrossilvipastoril. "Práticas de manejo sustentável devem ser recompensadas por benefícios econômicos, pois além de promover aumento da produtividade, poderão incrementar a renda do produtor", afirma a pesquisadora. Ao final do projeto, a equipe espera ter desenvolvido um modelo para pagamento de serviços ambientais, com a implantação futura de um Sistema Piloto para que possa ser colocado em prática o modelo desenvolvido.

Além dos pesquisadores Mônica Matoso Campanha, Alice Andriolli e Vinícius Pereira Guimarães, da Embrapa Caprinos e Ovinos, também estão envolvidos no projeto Teógenes Senna de Oliveira e Patrícia Verônica Sales Lima, da Universidade Federal do Ceará (UFC), e Héliton Pandorfi, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

SISTEMA AGROSSILVIPASTORIL

O Sistema Agrossilvipastoril desenvolvido pela Embrapa Caprinos e Ovinos combina as atividades agrícola e pecuária com a exploração sustentável da vegetação nativa de caatinga. O sistema tem como objetivos elevar a produtividade da terra e adotar técnicas que evitem queimadas e o desmatamento indiscriminado, contribuindo para a conservação dos recursos naturais do sistema.

A sua implementação também visa garantir sustentabilidade econômica aos produtores, ao colaborar para a fixação da agricultura, para o aumento da produtividade e para a melhoria da renda.

FONTE

Agência de Notícias de Caprinos e Ovinos
Embrapa Caprinos e Ovinos
Adriana Brandão - Jornalista
Telefone: (88) 3112-7503

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