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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

VENDER PRODUTOS ORGÂNICOS PODE RENDER LUCROS ACIMA DE 200%




O faturamento do mercado de produtos orgânicos cresce 40% no Brasil ao ano. Um em cada três supermercados do país vende produtos sem agrotóxicos e abastece os consumidores com hortaliças, legumes e frutas cultivados em 1,8 milhão de hectares. Ainda assim, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou, anteontem, que os brasileiros, sobretudo aqueles que ascenderam à classe média, comem muito mal. Mas melhorar a alimentação custa caro. Devido à falta de escala na produção, os preços continuam elevados. No Distrito Federal, paga-se no Plano Piloto até R$ 2,39 por um pé de alface sem adubo químico, enquanto no Gama a mesma hortaliça cultivada de forma convencional sai por R$ 0,50 — uma diferença de 378%, revelou um levantamento do Correio.

A pesquisa mostrou ainda que o preço da rúcula sem agrotóxico chega a ser até 167,7% mais alto que o da convencional. O quilo da abobrinha orgânica, por exemplo, está 150,7% mais caro que o da cultivada com produtos químicos (veja quadro). Mas a Associação Brasileira de Orgânicos (BrasilBio) discorda de tamanha dispersão. Para a entidade, nos últimos cinco anos, a distância do custo entre produtos sem química e os tradicionais caiu de 70% para 30%. Mas essa relação varia conforme a época do ano e a região de produção. Em 2011, a expectativa é de que as vendas do setor cheguem a até R$ 960 milhões.

As redes varejistas apostam alto nesse mercado. “Tudo voltará a ser orgânico como era há 100 anos”, defendeu Camila Sallaberry, gerente do SuperMaia, que tem expectativa de elevar a participação dos produtos sem agrotóxicos, as hortaliças especialmente, a 25% de suas vendas de hortifrutigranjeiros até o fim do ano. Os produtos sem adição de adubos químicos respondem por 20% das vendas totais de frutas, legumes e verduras do supermercado. “Já registramos crescimento de 50% na venda de produtos orgânicos entre 2010 e 2011”, complementou a gerente de Marketing do supermercado, Flávia Michels.

Distribuição
As boas perspectivas também embalam os pequenos produtores. Valdir Manoel de Oliveira, 49 anos, cultiva frutas e verduras em Ceilândia e considera um excelente negócio trabalhar com agroecologia. “Não tem coisa melhor do que produzir saúde”, afirmou o agricultor. A crença de Valdir encontra eco em um grupo cada vez maior de consumidores, como a arquivista Alraune Reinke da Paz, 38, que só compra de produtores conhecidos: “Tenho criança em casa e busco esse tipo de alimentação para prevenir doenças. Alfaces orgânicas são maiores e duram mais tempo, além de terem sabor diferente”.

Os supermercados funcionam como os principais canais de distribuição dos orgânicos. A venda desse tipo de produto representa 2,5% do total da produção de hortifrutigranjeiros comercializados pela rede Pão de Açúcar, por exemplo, observou a gerente comercial Sandra Caires. A exemplo da empresa, os maiores varejistas do país classificam o público de Brasília como muito seleto e exigente, superando, inclusive, o de São Paulo em consumo per capita.

Cuidados
Mas é preciso muito cuidado na hora de comprar. O servidor aposentado Mauro Vaz de Melo, 69 anos, considera-se um consumidor experiente. Ele sugere algumas precauções, como verificar a procedência do produto. Para Mauro, o selo de certificação não é suficiente para determinar a qualidade. “Às vezes, vejo selo de orgânico, mas acho que o Ministério da Agricultura não tem estrutura para fiscalizar. Ontem, comprei mamão e estava amargo. Parecia ser cultivado com agrotóxico. Tem uma feirinha perto de casa onde compro. Ele pode não ser muito grande nem muito bonito, mas tem que ter boa origem”, ensinou.


http://si.knowtec.com/scripts-si/MostraNoticia?&idnoticia=35521&idcontato=8905981&origem=fiqueatento&nomeCliente=CNA&data=2011-08-01

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